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sábado, 22 de setembro de 2007

REAGE MOSSORÓ: Propaganda é apenas a alma do negócio

Para os estrangeiros que visitam o país de Mossoró, levem só as pedras preciosas na bagagem
Até bem pouco tempo Mossoró se candidatou a capital da cultura e perdeu para Olinda. Justo. Amigos de outras terras, de Estados vizinhos, não perdem a oportunidade de me dizer que gostariam de conhecer a cena cultural de Mossoró porque dela ouvem falar muito bem. E eu respondo: que cena?
Há espetáculos graciosos, há de se registrar, porém anuários que não matam a sede de beber dos benefícios de uma cena constante. Os teatros, por exemplo, quem freqüenta? Poucos entendidos da importância do movimento e os familiares e amigos dos artistas que se apresentam. Casa cheia? Só se um Global ou uma Heloísa Helena estiver sobre o proscênio.
Quarta-feira, 19 de setembro, retomada do projeto Canto Potiguar. Depois de divulgação maciça nos jornais, rádios e TVs da cidade pouco mais de 50 pessoas comparecem ao Teatro Lauro Monte Filho e sentam em cadeiras manchadas (de cocô de morcego?) para ver Valéria Oliveira apresentar seu mais novo trabalho "Leve só as pedras".
Parabéns a Genildo Costa, idealizador do projeto, pela persistência e pelo belo evento. Mas por que numa cidade de mais de 200 mil habitantes tão pouca gente se dispõe a apreciar a variedade da arte potiguar? Hábito, predomínio do forró que ecoa das duas capitais que nos cerca, ou será por que a cidade não oferece transporte público para que se chegue até os teatros e demais eventos? Que venham mais guerreiros do bom gosto como Genildo nesses tempos.


Leve só as pedras preciosas para polir o ouvido

Cotação: B
"Leve só as pedras"
Valéria Oliveira
Lançado em agosto de 2007





Gravado no final de 2006 e lançado mês passado, "Leve só as pedras", produzido por Kazuo Yoshida e Valéria Oliveira, é o primeiro álbum autoral da carreira da cantora. Patrocinado pela Cosern e Lei Câmara Cascudo, o disco traz 14 faixas que passeiam pelo universo dos encontros e desencontros do amor, tema recorrente nas canções.
Embora estreante no registro de canções próprias, Valéria revela uma maturidade de quem sabe colocar a voz no lugar certo. E mais, ela sabe escolher os parceiros certos. Com apoio dos amigos do projeto Retrovisor, Valéria emociona ao entoar letras e melodias de Simona Talma, Ângela Castro, Khrystal, Romildo Soares, Lula Queiroga, Caetano Veloso e Lenine.
Destaque para o espírito engenhoso e surreal de Luiz Gadelha em letras, arranjos e efeitos, além das fotos e da proposta do primoroso encarte, que só podiam ser devaneios dele e que Valéria tão bem soube aproveitar.Acompanhada dos mestres Ricardo Baia (guitarra) e Paulo de Oliveira (baixo), Valéria propõe, no show e no disco, riscos de psicodelia em arranjos nervosos de uma guitarra contida que abre o CD sob a áurea do rock e passeia pelos augúrios do samba ao longo da obra. É fim de semana, amanhã é segunda-feira e "tudo volta ao (a)normal".

sábado, 15 de setembro de 2007

Retorno


Suspenso por falta de patrocÍnio, o Canto Potiguar está de volta A mossoró

A primeira edição do Canto Potiguar foi realizada em outubro de 2005. Em dezembro de 2006, o cantor Genildo Costa viu seu sonho se desfazer por falta de patrocínio. A idéia de transformar o palco do Teatro Lauro Monte Filho no portal de revelação de novos e antigos talentos do Rio Grande do Norte é antiga, existe da época em que Genildo morava em Grossos.

"Antes de pensar o projeto passei quatro anos em Grossos como secretário de Cultura e lá a gente montou o Som da Praça, quando voltei pra cá pensei justamente nisso, dado o número de teatros da cidade e a gente percebe que não tem uma arena que possa propagar, e ter essa preocupação. Realmente, hoje existe muita gente no anonimato", conta Genildo.

O Canto Potiguar é um canto específico, trata do canto da terra. A idéia é abrir espaço para artistas de todo o Estado, sem perder de vista o cantor de Mossoró. "A gente tem o cuidado de levar para esse palco o trabalho autoral, alguém que está produzindo arte e que seja potiguar, mas isso não impede que futuramente a gente traga cantores da MPB nacional", revela Genildo.

A retomada do projeto aconteceu graças a persistência do cantor. Ele montou uma agenda de shows para o próximo ano e correu atrás de empresas que acreditassem na idéia. No caminho das pedras encontrou a Petrobras que está bancando parte dos R$ 120 mil orçados para que o palco do Teatro Lauro Monte receba espetáculos a partir desta quarta-feira, dia 19. Genildo Costa espera que o projeto decole e vá mais longe. "Há uma cláusula no projeto que vai tentar interiorizá-lo, vai depender dos recursos".

E por falar em caminho das pedras, a escolha da cantora que marcará a volta do projeto não poderia ser melhor. Nascida em Natal, Valéria Oliveira é engenheira civil por formação e chegou a trabalhar na área durante dez anos, mas se apaixonou pela música e mudou de profissão. A cantora acaba de lançar, em Natal e no Japão, seu mais novo trabalho "Leve só as pedras", o sexto disco da carreira. Produzido pelo japonês Kazuo Yoshida, "Leve só as pedras" é uma mistura de canções com interpretações dos grandes nomes da MPB, entre eles Caetano Veloso. A cantora e compositora se deleita com o universo do samba e da poesia.

A cidade precisa aprender a receber idéias originais como esta que valorizam a cultura da terra, o trabalho penoso dos artistas locais, que na maioria das vezes estão presos, tanto eles quanto o público, aos grandes espetáculos que acontecem para uma minoria.

SERVIÇO
Canto Potiguar
19 de setembro
Às 20h
Teatro Lauro Monte
Mossoró
Show de Valéria Oliveira
Abertura com Grupo de Chorinho e Forró Mané do Cavaquinho do município de Grossos (projeto Grupo de Flautas) e Genildo Costa Entrada:
R$ 10 (inteira)
R$ 5 (estudante)

Entrevista: Zuleide Vieira de Sá

fotos: Habner Weiner
Vaidosa, Zuleide Vieira de Sá é desses personagens que são um registro legítimo da história de Mossoró, onde nasceu. Especialmente quando se pensa em educação. A história do Instituto Alvorada começou em fevereiro de 1968, quando Zuleide se uniu a irmã, Zilma. Diretora da própria escola há 40 anos, ela viu crescer deputados, arquitetos, médicos, advogados e etc. A proprietária de escola privada que defende o ensino publico com afinco, na entrevista a seguir, traça um panorama sobre educação pública e privada, fala do amor ao trabalho, condena as cotas universitárias e lembra com saudosismo dos bailes de carnaval de 1950 a 1970 que ajudou a organizar.



O Mossoroense - A senhora trabalhava como professora antes de fundar o Instituto Alvorada?
Zuleide Vieira - Era, eu e Zilma. Éramos funcionárias do Estado. Nós fomos agraciadas pelo então secretário de Educação, Tarcísio Maia. Não havia ainda essa norma de concurso. Hoje já predomina o que é bem favorável, bem melhor do que funções criadas por situações políticas. No meu caso, não foi linha política porque meu pai também não era, mas os políticos visitavam meu pai porque ele era comerciante. Tarcísio Maia sonhou em colocar a educação infantil, e ele construiu um prédio em frente à Praça do Congresso. Eu fui agraciada como outras colegas também foram.
O Mossoroense - Depois que a senhora fundou a escola, quais as dificuldades encontradas? Zuleide Vieira - A primeira dificuldade foi montar. Porque nós tivemos a alegria de fazer funcionar a escola dentro de um espaço que pertenceu a meus avós maternos. Veio processo de restauração, montagem imobiliária. Três, quatro anos depois tivemos que contratar a primeira professora. As dificuldades mesmo foram os recursos, porque tudo nós tínhamos que montar. Passamos um ano que a coisa embaraçou mesmo e quem me deu um apoio foi Romildo da Escóssia. Ele sentiu que a gente deveria ter continuidade. Foi apoio para um convênio com o município. Tarcísio Maia também me concedeu um convênio com o Estado. As dificuldades foram também o salário dos professores, a dificuldade de manter em dia, a quantidade de alunos, a receptividade para as novas propostas pedagógicas.
O Mossoroense - Por que se paga tão mal aos professores?
Zuleide Vieira- Você tocou numa tecla que dói no coração. Paga-se mal porque as escolas, a realidade do Alvorada, por exemplo, são 12 impostos, e tenho que cumprir. E daí tem a inadimplência. Se todos os pais tivessem consciência da valorização da formação do seu filho, não haveria dificuldade e eu pagaria melhor.
O Mossoroense - Isso é uma realidade do colégio privado, os impostos pesam muito, mas, e no caso do ensino público que é o governo quem banca já com nossos impostos?
Zuleide Vieira - É uma realidade de longos anos, e isso é muito função política que não quero entrar, mas vejo a escola pública como caminho de abertura para um novo renascer. Porque hoje vejo o professor mais preocupado em saber fazer. Se você olhar para qualquer área profissional o berço está na educação e se querem educação melhor, tem que partir do adulto, do profissional e tem que partir daqueles que têm as verbas voltadas para educação e não aplicam.

O Mossoroense - Então, qual é a avaliação que a senhora faz do ensino público e do privado? Zuleide Vieira - O que se tem para ensinar na escola pública tem que ensinar na escola particular. A criatividade, as interferências, é cada escola que faz. Acredito que tem escolas boas e ruins nos dois casos. Agora quem faz o que gosta, penetra, tem vontade de oferecer, de realização, de crescimento.
O Mossoroense - Quem é o bom aluno?
Zuleide Vieira - É bonito ver nossas crianças lendo e escrevendo. E ela tem que ser plena, não pode ser restrita só no ler e escrever. Esse universo não é de agora, era de muitos anos atrás. Como ele age com mais amabilidade, com senso crítico, com mais fundamentação em prosseguir o seu processo de estudo. Tem os que gostam mais e os que gostam menos. Mas de onde vem essa influência toda? Do lar. O lar é o berço, é o caminho para tudo isso, é a integração do indivíduo onde ele constrói seu conhecimento. A família diz 'olha, o melhor caminho é este'. Em toda sociedade, no lar, na escola, tem que ter limite. Como é que ele vai entrar numa sociedade se ele não identifica os limites que impõem a ele? Existe o bom aluno e o aluno que tem que estar em formação. Mas o bom aluno é porque tem o respaldo da família. É aquele que sabe ouvir, tem motivação, tem acompanhamento.

O Mossoroense - O puxão de orelha não parte da escola apenas, então?
Zuleide Vieira - A escola é motivadora, é quem incentiva. O Mossoroense - E quem é o bom professor? Zuleide Vieira - O bom professor está nele querer. O mau é o fisiologista, aquele que vai ali só para ganhar o dinheiro. A qualidade do ensino é fazer o aluno compreender que ele tem que aprender, é ele construir seu próprio conhecimento. O professor tem que abrir o espaço para que ele construa. Toda base do profissional está na leitura.

O Mossoroense - A senhora é a favor das cotas universitárias?
Zuleide Vieira - Não. Acho que limita muito. A universidade tem que ser aberta para todos. O

Mossoroense - Mas a idéia da cota é dar oportunidade a alunos de escola pública que não competem com os da escola particular, por exemplo.
Zuleide Vieira - Então por que não beneficiam e dão toda assistência, não colocam aquelas pessoas que abraçam a educação para que sejam atendidos todos? Para que este privilégio? Deve investir na faculdade, na escola pública, porque o direito é universal.
O Mossoroense - E privatizar as universidades, nem pensar?
Zuleide Vieira - Deus me livre, aí acabam com tudo. Deve-se é criar mais.

O Mossoroense - Soube que a senhora também organizava bailes de carnaval em Mossoró. Zuleide Vieira - Os bailes de carnaval eram maravilhosos. Nas décadas de 1950 a 1970, não sei precisamente a data, existiam vários blocos bonitos organizados por dona Eudérica, Cantíbio, Guido Leite, Nestor Saboya, Lauro da Escóssia Filho. O primeiro que fizemos foi de fadas só para mulheres com máscaras de carnaval, marchas, sambas que a gente só escutava pelo rádio, fazíamos coreografias, treinávamos.

O Mossoroense - Rolava muita paquera?
Zuleide Vieira - Era bom demais. Paquera, namoro, só não fazia fugir do nosso bloco, mas em outros aconteciam. Era a sociedade em evolução. Existia sabe o quê? O lança-perfume.

O Mossoroense - Como era usado o lança-perfume nessa época?
Zuleide Vieira - Tinham os danadinhos que o lança-perfume vinha direito no olho, tinham uns que davam pra rir, riam com muito gozo. O carnaval era muito divertido. Anunciavam a entrada da gente no clube, era divertido, não havia confusão, as famílias estavam presentes, os pais acompanhavam seus filhos, não havia isso de pagar mico. Era saudável.

O Mossoroense - Ano que vem sua escola faz 40 anos. É muito tempo dedicado à educação. Que futuro a senhora acredita que está guardado para as crianças que passaram e passam por aqui? Zuleide Vieira - Espero que elas tenham continuidade, não só no aspecto do conhecimento, mas no aspecto da orientação das suas habilidade e atitudes. Tenho notícias de alunos que vêm à nossa escola, pais que vêm dizer 'muito obrigada, hoje minha filha está formada'. Isso é um pequeno e um grande passo de realização.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Atmosfera: O tilintar cristalino da caixinha de musica de Roberta Sá

Sob o pedicelo do samba, a cantora potiguar emoldura a Música Popular Brasileira com personalidade

Ao contrário da conterrânea e pernóstica Marina Elali, Roberta Sá não emplacou hits nas novelas da Globo, nem precisou de programas dominicais para se fazer notada. A voz cristalina e correta e o talento para compor atraem os holofotes mesmo que ela não queira.
Quando se fala em MPB potiguar não se pode delir também o registro de outras representantes legítimas da terra como Valéria Oliveira, Khrystal, Simona Talma, Luciane Antunes, etc. Adverte-se: comparações entre Marina e Roberta, pelo menos musicalmente e em especial sob o crivo dos fãs, não serão justas. Porém cabe a referencia porque na vida de ambas há coincidências – são potiguares, foram abençoadas com voz bela e se tornaram conhecidas no país na mesma época, depois de participarem do Fama da TV Globo.
As semelhanças, no entanto, param por aí e sem desmerecer a indefinida e indefinível musa-pop-teen-diva Marina que se deslumbrou com a possibilidade da fama e se perdeu na falta de unidade, atirando para todos os lados com um disco que só agrada quem não percebe a diferença entre rock e ópera. Despojada Roberta Sá, por outro lado, sugou do programa as lições e os contatos.
Fato é que Roberta vem ao caso pela impressionante história que escreve na Música Popular Brasileira. Ela sofre de uma maturidade precoce chamada “Braseiro”, lançado em 2004, e “Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria”, de agosto de 2007. Discos que a puseram no topo da lista de “boa nova” da MPB da crítica nacional.
Roberta Sá bebe (nos dois álbuns) na fonte do samba, tanto no caule musical quanto no berço boêmio carioca do ritmo, e quem se embriaga somos nós. Enquanto a quase sempre sublime Marisa Monte resgata a historia e rabisca traços de modernidade em seu “Universo Ao Meu Redor”, Roberta revela um infinito mundo particular com leitura contemporânea da atmosfera inebriante do samba que poucos são capazes de gravar.
“Tudo flui”, dizia Heráclito. Tudo está em movimento e nada dura para sempre. Por esta razão, “não podemos entrar duas vezes no mesmo rio”. Isto porque quando entramos pela segunda vez no rio, tanto nós quanto o rio já estamos mudados. Se o filósofo fosse vizinho de Roberta Sá certamente usaria a cantora como exemplo de sua teoria. Ela não tem pressa de gravar e o que interessa é deixar fluir a intimidade de sua alma com o repertório garimpado com propriedade como se as canções fossem dela ou feitas para ela. A cada faixa Roberta se supera.
Para tanto recrutou colaboradores como Moreno Veloso, Lenine, Ney Mato Grosso, Pedro Luís e misturou ao imaginário de clássicos como Dona Ivone Lara e Martinho da Vila em obra ou inspiração. O resultado é malandragem vocal típica do samba entoando letras que falam de amor e do cotidiano com leveza e humor para expressar a necessidade de humanizar as relações num mundo em que não se dá mais bom dia à porta do elevador.
É gafieria, funk, rap, cavaquinho, bandolim, violão, bossa nova, programações eletrônicas para acabar com o pendatismo alheio:
Roberta Sá não jaz em grupos insossos de pseudo-divas da MPB. Ela faz parte de um seleto e original ambiente de artistas cultos, cultuados pela capacidade de serem donos de si, das escolhas da própria musicalidade.
Roberta Sá é para ser sampleada tal qual Caetano por Adriana Calcanhotto: “Vamos comer Roberta Sá, pelo óbvio, pela frente, pelo verso, vamos comê-la crua”.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

COCO POTIGUAR PARA BRASILEIRO VER

Khrystal rompe barreiras e apresenta sua música na Net e Sky

Khrystal se apresenta hoje


em programa do Canal Brasil.

Na foto, gravações de Destino Brasil em Natal

Nesta quinta-feira a cantora Khrystal é atração do programa Destino Brasil – Música, Um Outro Som, apresentado por Pedro Luis (Pedro Luis e a Parede), no Canal Brasil (66 Globosat), às 21h.
A façanha da roqueira potiguar (roqueira pelo menos em atitude) não é inédita – ela já esteve também na TV Cultura - mas é resultado do aclamado álbum Coisa de Preto lançado este ano em Natal. O convite para entrar no rol dos aprovados de Pedro Luís surgiu de um “toque” que a também cantora potiguar aclamada pela crítica, Roberta Sá, deu ao músico. “Ela falou que o Pedro estava vindo para o Nordeste com esse projeto e que ia tentar desenrolar para que eu participasse do programa”, conta Khrystal. Pedro Luis ouviu Coisa de Preto e não teve dúvidas. No programa, Khrystal será ouvida ainda ao lado dos músicos do projeto Retrovisor.
“Sem duvida vou ter uma visibilidade maior. Vai ser bacana para mim porque vou atingir um novo público.”

O DISCO
A produção de Coisa de Preto (www.khrys.tal.zip.net) custou R$ 65 mil e ate agora vendeu 1.200 cópias. No repertório, referências clássicas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elino Julião, Cátia de França e Jackson do Pandeiro. Guitarras marcam o coco contemporâneo proposto pela cantora potiguar, amarrada ao regionalismo pós-Chico Science com performance atualizada e visceral.
Agora, Khrystal está rodando o país para apresentar o coco ou suas variações e inspirações. A Petrobras patrocinará 30 apresentações da cantora em 30 cidades do Rio Grande do Norte com mais de 15 mil habitantes. Quatro shows estão previstos para a região Oeste.
De acordo com o produtor Zé Dias, em novembro o peso coquista da cantora estará estremecendo o Teatro Dix-Huit Rosado. Zé Dias pretende aproveitar a passagem pela cidade para agendar mais shows.
“O grande lance do trabalho de Khryatal é o institucional. A gente tem consciência que o mercado brasileiro é atrofiado para a musica popular brasileira, a não ser os grandes nomes. Mas a Destaque nos procurou numa mudança de perfil da empresa para tentar junto a alguns patrocinadores nacionais e levar o show de khrystal para o Brasil. Nunca tive tanto orgulho da música potiguar”, diz Zé Dias.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Zélia Duncan - códigos, ósculos e amplexos



Cotação: B

Zélia Duncan

Acesso

1998

Warner

Faixas:


1. Codigo De Acceso
2. Verbos Sujeitos
3. Depois Do Perigo
4. Haja
5. Sexo
6. Imorais
7. Toda Vez
8. O Lado Bom]
9. Quase Sem Querer
10. As Vezes Nunca
11. Por Hoje E So

A voz grave continua cada vez melhor. Os arranjos inconfundíveis do banjo e do bandolim que a consagraram estão bem empregados em "Toda vez". A parceria com Christiaan Oyens rendeu o melhor disco, ou o mais maduro, de Zélia até entao.

Com letras de tom confessionais, Zélia abre o cd com a engenhosa "Código de acesso" e injeta peso em "verbos sujeitos". Moderna, ela abusa da eletrônica em "sexo", onde usa pitadas de drum'n'bass, protesta na reflexiva e uma das melhores "Imorais", faz um cover acústico para "Quase sem querer" da Legião Urbana e fecha o disco com a apaixonada "POr hoje é só".

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Gal Costa - POP


Cotação: B
Gal Costa
Aquele Frevo Axé
1999
BMG
FAixas

1. Imunizacao Racional (Que Beleza) 2. A Voz Do Tambor 3. Aquele Frevo Axe 4. Esquadros 5. Assum Branco 6. Amor De Juventud 7. Aguarte Agora 8. Qui Nem Gilo 9. Voce 10. Voce Nao Gosta De Mim 11. Habib 12. Quase Um Segundo 13. Calling You 14. Sertao
Beirando o pop, Gal com a voz mais refinada e educada regravou pérolas da MPB como "Imunização Racional (Que beleza)" de Tim Maia, numa batida a la Olodum que lembra "They don't care about us" de Michael Jackson.
O disco é recheado de clássicos: "qui nem jiló" de Luiz Gonzaga e "Esquadros" de Adriana Calcanhotto, numa versão amena.
Indeléveis o dueto com Milton Nascimmento "A voz do tambor", "quase um segundo" de Hebert Vianna e "Calling you" que inclui "Girl from Ipanema" num ingles baiano que se torna o mais interessante da canção.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Marisa Monte: Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão

Cotação: A
Marisa Monte
Verde Amarelo Anil Cor de Rosa e Carvão
Ano: 1994
Gravadora: EMI
Faixas

1. Maria De Verdade
2. Na Estrada
3. Ao Meu Redor
4. Segue O Seco
5. Pale Blue Eyes
6. Dança Da Solidão
7. De Mais Ninguém
8. Alta Noite
9. O Céu
10. Bem Leve
11. Balança-Pema
12. Enquanto Isso
13. Esta Melodia



Um dos mais belos trabalhos da cantora carioca, Verde Anil... resgata raízes da musicalidade brasileira. Trazendo pérolas como "Esta Melodia", composta por Jamelão em 1959, "Balança Pema", de Jorge Benjor (1963) e "Dança da Solidão", verdadeira obra prima do mestre Paulinho da Viola composta em 1962. O cd reafirma as principais características dos trabalhos de Marisa: as sempre harmoniosas parcerias (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Nando Reis), as homenagens aos ídolos, versões bem trabalhadas e fechamento do disco em verdeiro estado de clímax.
resenha de janeiro de 2002, revista MUSIC(projeto de conclusão de curso)

Marina Lima: Lavando a alma


Cotação: B+
Marina Lima
Pierrot do Brasil
Lançado em : Outubro de 1998
Gravadora: Universal
Faixas:

1 Pierrot (Marina Lima)
2 Arquivo II (Alvin L - Marina Lima - Bid)
3 Deixe estar (Marina Lima - Antônio Cícero)
4 Na minha mão (Alvin L - Marina Lima)
5 Sua (Instrumental) (Marina Lima)
6 Uma antiga manhã (Marina Lima)

7 Leva (Esse samba, esse amor) (Sergio Britto - Marina Lima)
8 Pra ver meu bem corar (Marina Lima - Antônio Cícero)
9 Portos e vinhos (Marina Lima)
10 Algo me pegou (Something's got me) (Lori Carson)


Uma das maiores representantes da MPB, após crises de depressão, volta mais feliz e com um álbum cheio de justificativas. Apesar da voz mais fraca, Marina não perde a qualidade que a consagrou ao longo da carreira.Em "Pierrot", ela desabafa "Sim, eu resolvi me ausentar/para ocultar a minha dor/fugi, menti/talvez por pudor" e, em "Na minha mão", confessa: "O fato é que eu já comecei/olhar em outra direção/se todo mundo é mesmo gay/o mundo tá na minha mão". Encontre aqui um álbum marcado pelo uso da bateria programada, loops e outras sutilizas eletrônicas.
resenha de janeiro de 2002, revista MUSIC(projeto de conclusão de curso)







sexta-feira, 11 de maio de 2007

Wanessa Camargo: BALADAS PIEGAS E GEMIDOS IDEM COMPROMETEM A ESTRÉIA DA CANTORA

Cotação: D-
Wanessa Camargo
Wanessa Camargo
Ano: 2000
Sony/BMG
Faixas:
1. O Amor Não Deixa 2. Deixa Pra Lá 3. Eu Sei 4. Apaixonada Por Você 5. Girassóis 6. A Mulher de Mim 7. Fuga 8. A Força da Paixão 9. Educação Sentimental II 10. Eu Posso Te Sentir 11. Eu Nasci Pra Amar Você 12. Só Sei Amar Você 13. Antes e Depois de Você 14. Amanhecer de Mim 15. Love Won t Let Me



Zézé de Camargo esporadicamente apresentava os dotes da filha em programas de televisão. Ela preferiu nao "usar" a fama do pai, porém admite que sem ele seria mais difícil gravar um cd e decidiu por se sentir preparada para estréia como cantora.Vanessa entao lançou seu primeiro e homônimo disco e ja vendeu por volta de 250mil cópias.O sucesso vem amparado pela influência do pai na mídia e por um cd de canções pop que seguem a tendência de musas teen como Britney Spears e Christina Aguillera.No entanto, dados os descontos que se deve dar a uma estreante que tem música sertaneja nas veias, influencia-se por Shania Twain e faz um disco pronto para ser consumido e descartado num segundo, descobre-se que Vanessa tem futuro. Ao menos ao contrário de sua maior concorrente, a cantora Sandy, Vanessa tem atitude. E isso vende.A cantora tenta ser arrojada, mas cai na breguice das músicas melosas, inspiradas em pseudodivas como Mariah Carey.O disco é segurado por quatro faixas: "O amor nao deixa(love won´t let me)", "Deixa pra lá", "Apaixonada por voce", e uma versãozinha para "Educação sentimental II" do Kid Abelha.
resenha de janeiro de 2002, revista MUSIC(projeto de conclusão de curso)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Khrystal é Coisa de Preto no Teatro de Cultura Popular

A arretada cantora potiguar Khrystal leva seu regionalismo sonoro no show Manual de Liquidificador para o Teatro de Cultura Popular, lá na Fundação José Augusto, onde lançará o cd Coisa de Preto. Quem já viu a cantora sabe: é muito suingue, maracatu, forro original, coco, rock e por ai vai, além da presença de palco inconfundível da guerreira.

elenco:
guitarra:ricardo baia
baixo:josé fontes
bateria:jaildo gurgel(tampinha)
percussões:kleber moreira e sami tarick
gilberto cabral:trombone de vara
marlyson:trompete e fruguelhorn
ronaldo:flauta e flautin
zé luiz:sax e sax soprano

Serviço:
Lançamento do cd Coisa de Preto
Cantora: Khrystal
Local: Teatro de Cultura Popular - Fundação José Agusto
Dias: 18 e 19 de maio
Hr: 20h30
Entrada: R$ 15,00
os ingressos estão a venda antecipada ao preço de R$15,00, à partir de hoje, dia 10/05, na rio center-mega store da av. prudente de moraes. Detalhe, o ingresso dá direito ao cd.


segunda-feira, 7 de maio de 2007

Bebel Gilberto - A MPB agradece


Cotação: B+
Bebel Gilberto
Tanto Tempo
Lançado: 24 Abr 2000
12 faixas
Gravadora: Rhino





"Tanto Tempo traz a eterna bossa nova como nunca antes apresentada. O gênero musical que revolucionou a MPB foi simplismente reiventado por uma cantora e compositora que nasceu para a música: Bebel Gilberto", resume o que significa o álbum esse trecho de um texto da contracapa do cd. Bebel Gilberto dá ares de modernidade a bossa nova com sua voz tímida, pequena e correta, e que nao vai muito longe, num álbum que utiliza revestimentos eletrônicos sem perder, em momento algum, as raízes do estilo. Ela criou o que se convencionou chamar de bossa tecnova. O disco é, no mínimo, elegante. Lançado nos Estados Unidos antes mesmo do Brasil, TANTO TEMPO vendeu mais de 350 mil cópias por lá, Europa e Japão ( Bebel é daquelas estrelas brasileiras que são saudadas no exterior pra só depois ganhar status por aqui: um desperdício!). Seja em inglês e/ou portugues Bebel é puro luxo: produzido por Suba(iugoslavo radicado em São Paulo, morto em 1999), TANTO TEMPO traz ainda a participação de músicos como Mario Caldato que trabalha com os Beastie Boys, João Donato e Carlinhos Brown - que pincela canções como "August Day Song" (duo com Nina Miranda, brasileira vocalista do grupo inglês Smoke City), "Sem Contenção" e "Lonely", esta a mais eletrônica das músicas que vislumbra o que Madonna tentou fazer em "To have and not to hold" de RAY OF LIGHT(1998) sob influência de João e Astrud Gilberto. Bebel é o que se pode dizer uma das melhores representantes da coeva MPB. resenha de janeiro de 2002, revista MUSIC(projeto de conclusão de curso)